#1 QUALIDADE QUANTIDADE

Coleções atemporais são a base da nossa marca. Nossas peças não são feitas para durar o tempo de uma ou duas estações, mas, se cuidadas com carinho, o de uma vida inteira. Alimentamos o mercado aos poucos, indiferentes ao calendário tradicional da moda e usamos termômetros de demanda e utilidade para medir a temperatura dos nossos produtos. Quente é ter um guarda-roupa inteligente e roupas tão, mas tão queridas, que poderíamos usá-las todos os dias.

Primeiro, reduzir.

Uma nova forma de produção merece uma nova lógica de consumo. Queremos iluminar novas possibilidades de encontro com a moda, além do clássico comprar-usar-e-descartar. Em primeiro lugar, precisamos reduzir.

Na página ‘Como Cuidar’, você tem acesso às nossas dicas para melhor lavar, manter e transformar as suas peças. Já no O.V.N.E., a nossa plataforma de conteúdo, você se informa sobre o que entendemos como uma nova cultura de moda - que compreende hábitos e serviços de troca, reparo e reuso - para prolongar a vida útil daquilo que já temos.

Algumas dessas práticas você também pode experimentar na nossa loja física, no Leblon (Rio de Janeiro). Lá, contamos com um ‘laboratório’ para pequenos consertos e customizações, além de uma mini lavanderia ecológica. No segundo andar fica o nosso ‘Armário de Memórias’, uma arara de troca exclusiva para clientes. Sim, você deixa uma peça bacana, em bom estado, e leva outra. Simples assim.

#2 MELHORES COISAS = TEMPO

No vocabulário da AHLMA, tempo é palavra preferida. Entendemos que para criar, produzir, comunicar e nos relacionar com qualidade, precisamos de pausas, respiros e confiança no nosso próprio ritmo. Termos como ‘fast fashion’, ‘see now, buy now’ e ‘black friday’, para nós, já nasceram vazios.

Somos adeptos do ‘Slow Fashion’, ou ‘Moda Lenta’, um movimento global que reconhece os ciclos da cadeia de moda convencional como inviáveis não só para o nosso bem-estar pessoal, como para a saúde do planeta; e tem transformado a indústria substituindo termos como ‘produção em massa’, ‘imagem’ e ‘preço’ por ‘diversidade’, ‘autoconsciência’ e ‘valor’.

#3 NÃO FECHE OS OLHOS. ENXERGUE POR TRÁS

Entre as indústrias que mais poluem o planeta, a moda está hoje em segundo lugar. É também a segunda maior consumidora de água do mundo, perdendo apenas para a agropecuária. Se nós somos o que comemos, nós também somos o que vestimos. E chegou a hora de mudar.

A indústria têxtil pode agredir o meio ambiente de muitas maneiras. Há tantos tingimentos, lavagens e beneficiamentos tóxicos, quanto itens de vestuário em decomposição nos aterros sanitários – o que no caso das fibras derivadas de petróleo, demora centenas de anos para acontecer.

Na AHLMA, nós cuidamos de cada pequena etapa das nossas roupas, e acreditamos que é justamente essa atenção minuciosa que nos empodera enquanto marca. E a gente vibra na energia de cada escolha.

Da mesma forma, você, enquanto consumidor, tem todo direito de perguntar de onde vem a sua roupa. Queira saber e contribua para que mais empresas firmem acordos de transparência, adotando métodos mais limpos de produção.

Matéria-prima responsável

Temos assistido aos recursos do nosso planeta se esgotarem em tempo recorde e não temos a menor dúvida de que, agora, não há outra opção razoável a não parar um pouco para que a Terra respire, podendo se recuperar.

Assim, decidimos trabalhar nas duas pontinhas da vida de um tecido, escolhendo não incentivar a produção de mais matéria prima - uma vez cientes dos altos volumes de sobra que se acumulam nas fábricas – a não ser que esta seja especialmente limpa.

Então trabalhamos com duas frentes de matéria-prima têxtil: Tecidos ecológicos(1) e tecidos de reuso(2).

(1) São jeans e malharia desenvolvidos sob parâmetros rígidos de sustentabilidade, feitos a partir de fibras naturais, recicladas ou biodegradáveis, cuja fabricação demanda menor gasto de recursos e energia.

(2) São materiais parados nas fábricas que, uma vez vítimas da velocidade da moda, tem seus dias contados e acabam descartados em aterros sanitários.

Se não podemos garantir a qualidade do descarte, usamos o que já foi feito. E se demandamos a composição de algo novo, que este seja eficiente em se decompor.

Conheça os nossos Fornecedores Parceiros aqui.

Embalagem consciente

Criar uma peça ideal, sob a gestão mais responsável de recursos e profissionais possível, tem sim o seu valor. Mas faz sentido todo esse cuidado, se para comercializar essa mesma peça demandamos a produção de uma porção de outros itens, como papéis de embrulho, etiquetas (internas e externas), sacolas, caixas para entrega via correio, etc? Bom, a gente acha que não. Por isso, temos (re)pensado cada uma das etapas, processos e materiais das nossas embalagens, buscando ao máximo a sua otimização.

Se você compra na nossa loja virtual, vai notar que a nossa caixa de papelão permite muitas dobraduras e dispensa o uso de fita adesiva (o que inviabilizaria a sua reciclagem).

Se você compra na nossa loja física, vai poder decidir de que forma quer levar as suas compras para casa – na sua própria bolsa ou mochila, com a ajuda do nosso serviço de bike entrega, ou através do aluguel de uma bolsa retornável, que funciona feito cartão de biblioteca. Você ainda pode guardar as suas compras em um dos nossos escaninhos enquanto vai à praia ou a qualquer outro lugar. Pois é, a gente faz de tudo pra que você não deseje uma sacola descartável.

De um jeito ou de outro, você vai perceber que também somos “livres de” papel de seda, adesivos decorativos, envelopes plásticos, embalagem para presente e etiquetas convencionais. E vem muito mais por aí, viu? É só ficar de olho na vitrine de demandas do nosso Colabore.

Livre de peles

E pelos! Somos verdadeiros entusiastas da causa animal, pois nos entendemos como parte da natureza, nem acima nem abaixo de nenhuma outra espécie. Jamais promovemos a produção de peles, lãs e couros – nem mesmo o couro vegetal, afinal, não é essa a expressão estética que escolhemos.

Livre de crueldade animal

Outro pré-requisito pra colar com a gente é o não-uso de testes em animais. Isso vale tanto para qualquer um dos nossos beneficiamentos, quanto para todos os produtos curados na nossa linha de cosméticos e cuidados com o corpo.

Selos de Consciência

Pode reparar: Na nossa loja virtual, ao lado de cada produto, você sempre vai encontrar alguns dos nossos selos, que funcionam como norteadores de compra – ou, em outras palavras, mais uma forma da gente se familiarizar com os vários aspectos de responsabilidade sócio.ambiental que as nossas compras podem (e devem!) preencher.

Guia de Práticas Sustentáveis

#4 Saiba a origem do seu produto

Mão-de-obra legal

Não são só impactos ambientais que moram por de trás das etiquetas. Para pra pensar: Se o preço final de uma camiseta é R$ 20, provavelmente o seu custo de produção foi três ou quatro vezes menor. Matéria-prima, mão-de-obra, transporte e embalagem, juntos, somam baratos R$ 6 ou R$ 5. A conta não fecha e abre precedentes para formas ilegais de trabalho (exploratório, escravo, infantil) e, a médio prazo, marginalidade e desigualdade social.

Na AHLMA, cada pessoa envolvida no fazer das nossas roupas importa. Nós as conhecemos e auditamos todos os nossos fornecedores e prestadores de serviço, cuidando sempre para que todas as pessoas envolvidas com a marca tenham seus direitos e necessidades garantidos.

Feito no Brasil

Na AHLMA, todos os produtos de fabricação própria ou colabes são 100%* feitos no Brasil. Próximos dos nossos produtores e fornecedores, nós não só fomentamos a indústria têxtil nacional, como movimentamos a economia local e garantimos padrões de qualidade. Juntos somos mais fortes. E capazes de finalmente co.criar todo um ecossistema que viabilize a Nova Era da moda.

#5 NÃO SEJA REFÉM DAS TENDÊNCIAS. SIGA A SUA ESSÊNCIA.

A insustentabilidade da moda não se dá somente nos produtos. Seus padrões de beleza, tão fechados, chegam a nós diariamente em cultura e imagem. A moda tem mesmo esse poder de afastar, de excluir. Mas não é nele que a gente acredita. Ao invés de dependência, queremos gerar confiança. Ao invés de falar, queremos ouvir. Queremos ser vestidos, ao invés de vestir.

#6 APOIE A PRODUÇÃO SOBRE DEMANDA

É bem verdade que as tendências, se sentidas com moderação, são ajudas valiosas na hora de entender o espírito do nosso tempo. Criamos para pessoas reais, cheias de desejos e, com frequência, apaixonadas por moda. Não é feio gostar de se vestir.

O que a gente sempre sugere, você já sabe: Na hora de fechar a sacola ou o carrinho de compras vale pensar que é você quem decide quanto tempo a sua peça vai durar. Valorize o que você tem em mãos. A sua compra, consciente ou não, impacta indiretamente o montante do que a gente produz.

Por aqui, também já adotamos algumas estratégias para minimizar sobras e tornar cada vez mais pessoal a sua experiência. Muitos dos nossos silks são impressos pós-compra e há várias customizações disponíveis na nossa loja física. Imagina: Você adquire uma calça jeans ‘base’, o que subentende um melhor controle de sobras, e compra adicionais de rasgos, aplicação de patches, enfim, todo um cardápio de vontades.

Ah, e olha que boa notícia: Nós abrimos as modelagens das nossas peças (de fabricação própria e colabes) para download em um sistema de código aberto. Se a sua demanda particular é a de multiplicar uma peça muito vestida, agora basta por a mão na massa. Mas sempre com consciência, combinado?

#7 VIVA O QUE VOCÊ ACREDITA. FAÇA O QUE VOCÊ POSTA.

O nosso maior desejo é o de que este guia seja, ainda, um caderno de muitas páginas em branco. Guardamos menos respostas que perguntas e esperamos que, através das muitas colaborações e movimentos co.criativos que inventamos, a AHLMA se torne, de verdade, um trampolim para uma cultura de moda mais amiga das pessoas e do meio ambiente.

O nosso compromisso é o de sempre questionar, experimentar e abrir os ouvidos. Pois criar uma marca o mais aberta e responsável possível é, em muitos aspectos, um processo de autoconhecimento contínuo. Para ser admirável na Nova Era, precisamos ter a consciência de que nós somos o nosso maior desafio.

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A gente vai adorar te escutar.